Em agosto 1572 na cidade de Paris, ocorreu um dos maiores massacres já vivenciados pela humanidade. Cerca de 100 mil protestantes franceses chamados huguenotes foram brutamente assassinados a mando a rainha católica Catarina de Médici.
A intolerância foi, e continua sendo um dos
principais motivos de guerra e mortes ao longo da história, no mundo contemporâneo
o nazismo pode nos falar mais sobre isso.
Hoje o que entra em questão continua sendo o fator religioso, mas o
pesar se dar por pessoas que em muitos casos professam uma fé cristã, porém,
intolerantes e ignorantes quando se trata de Deus e do amor ao próximo.
Esses
milhares de vozes possuem todo o direito de se manifestar, de requerer seus
direitos, mas não podem de maneira alguma se julgar acima das leis ou de qualquer
outro grupo social. A PL 122 visa criar uma mordaça no cidadão comum em se
expressar ou de agir da maneira que deseja (dentro da lei). Condenar uma pessoa
a prisão somente pelo fato de ela não concordar com a prática do
homossexualismo em determinados recintos, fere brutalmente a constituição
federal, impedindo o individuo de se manifestar. Como podemos defender a idéia
de um determinado grupo de falar, quando pretendem calar outros?
Temos
o direito de nos expor, de defender nosso ponto de vista seja ele contra ou a
favor de outro, a constituição federal nos dá esse direito. A doutrina
evangélica é contra determinadas práticas defendidas pelo catolicismo,
candomblé, umbanda, espiritismo... Entre outros, mas não propõe uma lei que
violasse o direito de liberdade de culto em todos os segmentos da religiosidade
brasileira.
“É inviolável a
liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos
cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto
e suas liturgias (inciso VI do artigo 5º da Constituição Federal)”.
Sendo
assim, o que poderia me fazer decidir o que qualquer um em nossa pátria pode
cultuar ou adorar, ou mesmo como se comporta nas suas crenças?
Estamos
vivendo dias onde a liberdade é confundida com libertinagem. Como podem querer
obrigar um líder religioso ou qualquer cidadão a aceitar determinadas práticas
que este por sua vez considera errôneo?
Sou
totalmente a favor de qualquer um ter e lutar por seus direitos á luz de nossa
legislação. Todo aquele que sentir seus direitos sendo violados podem e devem
se contrapor a isso. Há alguns anos um
pastor evangélico agrediu a imagem de uma santa católica brasileira, ele não
agrediu somente aquela imagem, ele agrediu a milhares de católicos por todo o
mundo que se ofenderam com essa ação e exerceram o pleno direito de protestar
contra essa atitude. Onde a mídia garantiu todo o apoio para isso.
Por que motivo a mesma mídia que defendeu esse
segmento não se opõe agora a essa tentativa de ditadura rosa? Onde estão
aqueles que se viram feridos na ação do pastor? Por qual motivo eles não se
manifestam a essa atitude que macula sua fé da mesma maneira que o esse
religioso maculou em dado momento?
Quero defender a minha visão, a maneira pela qual
em raciocino e pratico determinada fé.
Não tenho o direito de obrigar a ninguém em seguir
minha religião, assim como não posso ser obrigado a deixar de professar a minha
fé impedido por uma lei questionável e digna de um regime ditatorial e opressor
onde a liberdade simplesmente deixa de existir.
Dinho Lindoso

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