Se nossa identidade principal se baseia naquilo que fazemos diante
dos homens (dons, ministério, reconhecimento das pessoas, crescimento
ou diminuição do alcance ministerial) com certeza iremos nos frustrar.
O ministério não pode se tornar o objetivo central da minha vida,
porque é a minha função no corpo. Meu objetivo principal é conhecer mais
a Jesus.
É necessário definir Jesus como nossa maior recompensa: isso inclui
receber graça para sentir o amor de Deus e amar a Deus. A igreja dos
últimos tempos será uma igreja fundamentada no primeiro mandamento,
“Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua
alma, e de todas as tuas forças.” Deuteronômio 6:5.
Amar significa priorizar o relacionamento, ter comunhão. Ninguém se
relaciona sem conviver, sem ter proximidade. Relacionar com Deus é
“gastar” ou “investir” tempo em oração, em adoração, em conhecer a Deus.
Implica em desenvolver a vida cristã.
Um exemplo claro de relacionamento com Jesus foi João. Ele teve um dos melhores currículos que alguém poderia ter. Era amigo de Maria (a recebeu em sua casa por orientação de Jesus – João 19:26-27 – “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.
Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o
discípulo a recebeu em sua casa.”) Era um dos apóstolos. Jesus
pessoalmente lhe prometeu que ele iria reinar num trono em Israel
(Mateus 19:28: “E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me
seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono
da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as
doze tribos de Israel.”) Ele viu seu próprio nome numa das fundações
do muro da Nova Jerusalém (Apocalipse 21:14: ”E o muro da cidade tinha
doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro.”)
João queria ser conhecido pelo modo como ele se relacionava com Jesus, não pelas suas obras diante dos homens. Ele nunca menciona seu próprio nome no seu evangelho, mas refere-se a si mesmo cinco vezes como “o discípulo a quem o Senhor amava”.
João queria ser conhecido pelo modo como ele se relacionava com Jesus, não pelas suas obras diante dos homens. Ele nunca menciona seu próprio nome no seu evangelho, mas refere-se a si mesmo cinco vezes como “o discípulo a quem o Senhor amava”.
João 13:23 – “Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus.”
João 19:26 – “Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.”
João 20:2 – “Correu, pois, e foi a Simão Pedro, e ao outro discípulo,
a quem Jesus amava, e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não
sabemos onde o puseram.”
João 21:7 – “Então aquele discípulo, a quem Jesus amava, disse a
Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor,
cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar.”
João 21: 20 – “E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair?”
João se via como aquele a quem o Senhor amava. Esse reconhecimento
acabou se tornando sua identidade e direcionou suas ações ministeriais
para o foco essencial de todos aqueles que querem servir: conhecer, ser
conhecido, amar e ser amado pelo próprio Senhor.
Retirado do blog Nivea Soares

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